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FUNDAÇÃO DA CIDADE DO NATAL

FUNDAÇÃO DA CIDADE DO NATAL

 

No livro História do Rio Grande do Norte 2ª edição P.36 (Luiz E. B. Suassuna e Marlene da S. Mariz) relata que: “ A 25 de dezembro do ano 1599, Jerônimo de Albuquerque, saindo da fortaleza, na distancia de meia légua, num terreno elevado e firme, que já se denominava POVOAÇÃO DOS REIS, demarcou o sítio da cidade que recebeu o nome de NATAL, em honra desse glorioso dia, que assinala no mundo da cristandade o nascimento do divino Redentor”.

De inicio está data era contestada por muitos historiadores porem hoje é consenso entre eles até mesmo os mais novos concordam com esta data 25 de dezembro como dia da fundação da cidade do natal.

Construíram um ponto de defesa que era a Fortaleza dos Reis Magos, com essa construção os soldados tinham um lugar para morar e exercer as funções militares. Um acordo de pacificação com os índios tinha sido feito com isso as condições de segurança permitiam pensar na fundação de uma nova cidade. Encontraram lugar mais elevado e saudável e, a escolha recaiu sobre a parte mais elevada no atual bairro da Cidade Alta, onde começou a  cidade que recebeu o nome de Natal. A primeira capela em honra da padroeira, Nossa Senhora da Apresentação, surgiu no mesmo lugar onde hoje se encontra a Matriz, no centro histórico de Natal e, ao redor da capela, os edifícios públicos e as outras casas. Aí os Jesuítas planejavam construir “uma boa residência na nova cidade que agora se há de fundar obra de meia légua do forte do Rio Grande” (Leite I, 1938-1950 pp. 516-520).

Evangelização dos Índios

Em condições extremamente desfavoráveis, os jesuítas iniciaram o trabalho de evangelização dos nativos, enfrentando os perigos da floresta virgem e dos animais selvagens, as doenças epidêmicas e, sobretudo, a hostilidade dos índios canibais.

Ao tentar iniciar a catequese dos índios, os Jesuítas perceberam que era forçoso promover uma ação de pré-evangelização para permitir uma aproximação dos indígenas e uma convivência pacífica com eles. Naturalmente, este trabalho interessava não somente aos padres, mas às autoridades e a toda população.

A missão de pacificação dos índios, já iniciada pelos dois primeiros missionários, Francisco Lemos e Gaspar de Samperes, teve num outro jesuíta, que chegou depois à Capitania, seu grande protagonista. Este foi o Pe. Francisco Pinto que o capitão-mor Mascarenhas Homem solicitou ao padre provincial, durante a viagem que fez à Bahia, para se encontrar com o Governador Geral, em junho de 1598: “E concluídas suas coisas com o governador, me pediu, mui de propósito, lhe desse algum padre, bem exercitado na língua e conversão do gentio, para dar princípio à paz com os potiguares. Eu lhe dei o Padre Francisco Pinto, dos melhores línguas desta província, e por tal conhecido e respeitado dos índios.” (Leite I, 1938-1950, p. 520).